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Cotado a R$ 7.990, novo Neo 125 quer atrair mulheres e entrantes no segmento duas rodas. Para isso oferece design arrojado, facilidade de pilotagem e economia de combustível

Descontinuado em 2012, o scooter Neo volta com motor maior e mais potente, freios combinados (sistema UBS), design arrojado e conjunto óptico com LED. Com preço sugerido de R$ 7.990, o novo Neo 125 promete agilidade, praticidade, segurança, economia e preço baixo para atrair o público jovem, entrante no mundo das duas rodas. O Neo 125 também dispara olhares sedutores para as mulheres oferecendo facilidade de pilotagem, espaço para bagagem e visual sofisticado.

De cara o modelo impressiona pelo porte, bom acabamento e por linhas modernas que foram herdadas de outros produtos Yamaha como, por exemplo, os scooters TMax 530 e NMax 160. No anteparo atrás do escudo há dois “porta-objetos” sem tampa e ainda um gancho para prender pequenas sacolas. Sob o assento espaço modesto (14 litros), que acomoda apenas um capacete aberto.

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Simples, o painel de instrumentos traz velocímetro analógico, hodômetro total, marcador do nível de combustível e a função ECO, que indica o momento de pilotagem mais econômica. Por ser destinado a um público mais “descolado”, o Neo 125 ficou devendo um relógio e também uma entrada USB para carregar o inseparável smartphone.

Novo motor e ciclística

O novo Neo usa um monocilíndrico, SOHC, refrigerado a ar com 125 cm³, construído em liga de alumínio e silício que, segundo o fabricante, garante leveza e maior dissipação do calor e com pistão forjado, como nas motos de maior capacidade cúbica. Alimentado por injeção eletrônica de combustível usa apenas gasolina para atingir 9,8 de potência máxima (a 8000 rpm) e 0,98 kgf.m de torque (a 5.500 rpm). Segundo a Yamaha, o motor faz mais de 40 km/litro, mas claro que o consumo depende do tipo de tocada de cada piloto. Ou seja, com um tanque de combustível – com capacidade para 4,5 l – seria possível rodar cerca de 180 quilômetros.

Detalhe: o conjunto motor/balança pesa 32 quilos, o que representa 1/3 do total da moto. Esta estrutura mantém o centro de gravidade baixo e proporciona estabilidade ao novo scooter.

O sistema de freio UBS entra em ação sem que o piloto perceba. Ao apertar somente o manete do lado esquerdo do freio traseiro (a tambor) o sistema aciona também o freio dianteiro – disco de 200 mm.

No quesito suspensão, a nova Neo traz garfo telescópico convencional na dianteira com curso de 90 mm e, na traseira, monoamortecedor com curso de 80 mm. Para ajudar a absorver os impactos, o pequeno scooter usa pneus de perfil esportivo, sem câmara – Metzeler Feel Free, calçados em rodas de liga leve de 14 polegadas.

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Primeiras impressões

Para conhecer o produto rodamos 80 quilômetros no estressante trânsito de São Paulo ligando pontos como Universidade de São Paulo (USP), Parque do Ibirapuera e Vila Madalena, bairro boêmio da capital paulista. Com apenas 96 quilos em ordem de marcha, o scooter mostrou ser muito ágil passando facilmente entre os carros. O motor ganha giros de forma gradual e também vibra pouco (usa balancins roletados) e é fixado ao quadro em alumínio por quatro coxins de borracha. Embora não tenha uma arrancada vigorosa, o motor trabalha bem em baixas e médias rotações, o que é um comportamento ideal para rodar no travado trânsito dos grandes centros urbanos.

Outro aspecto que chama a atenção é a facilidade de mudanças de direção e manobras em baixa velocidade. Ponto positivo para a instalação da roda dianteira, posicionada mais para trás – reduzindo a distância entreeixos e aumentando a agilidade.
A Neo 125 pode transportar até 155 Kg (piloto e garupa). Para testar seus atributos, rodei mais de 80% do trajeto com garupa. Apesar do peso extra, o scooter se saiu bem.

A transmissão CVT ganhou polias de 125mm e ficou mais eficiente. Para facilitar a vida do condutor, principalmente os iniciantes no mundo das motos, o Neo 125 dispensa a troca de marchas. Outro item de segurança é o descanso lateral que, ao ser estendido, desliga o motor.

Em apenas dois momentos o desempenho do novo Neo deixou a desejar: em uma subida mais íngreme faltou torque para superar uma ladeira; e também a suspensão traseira deu “fim de curso” ao passar por um desnível de pista. Vale lembrar que em ambas as situações, o scooter carregava piloto e garupa.
Custando R$ 7.990, o novo Neo 125 é o scooter mais barato do Brasil, um forte argumento de vendas contra seus concorrentes diretos: Honda PCX 150 (a partir de R$ 10.814,00) e Suzuki Burgman 125i (R$ 9.490).

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Mercado de scooters

Hoje, os maiores players do segmento – Yamaha, Honda, Suzuki e Dafra – oferecem scooters, que representam 4% das vendas do mercado de duas rodas. Pouco, porém com um grande potencial de crescimento. A favor deste veículo urbano está a facilidade de condução e agilidade para trafegar no carregado trânsito dos grandes centros, sem falar no fator economia (tempo e dinheiro). Além disso, o scooter é um veículo simpático aos olhos dos motoristas, que costumam respeitar mais seus usuários.

O novo modelo da Yamaha é, na realidade, a reedição de um best seller da marca dos três diapasões. Em oito anos de produção (2004 a 2012), a primeira geração do Neo, que tinha motor de 115cc, vendeu mais de 80 mil unidades. Depois de quatro anos, o produto volta revigorado “e com a missão de atuar na migração dos consumidores das CUB para o mundo dos scooter. O Neo 125 é moderno, fácil de pilotar, além de ser o mais barato do mercado”, afirma Ricardo Susini, diretor comercial da Yamaha.

Embora otimista, Susini faz uma previsão de vendas pra lá conservadora para o novo scooter Neo 125. “No primeiro ano, nossa meta é comercializar cerca de oito mil unidades”.

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TEXTO: Aldo Tizzani / Agência INFOMOTO
FOTOS: Divulgação