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Novo design, suspensões com ajuste e iluminação com LEDs deixam naked média mais atraente, porém cara demais para a categoria: versão com ABS sai por R$ 28.000

Nascida há três anos como uma motocicleta racional e multiplataforma – pois quadro e motor são compartilhados com a CBR 500R e a CB 500X – a Honda CB 500F pretendia ser a porta de entrada para as motos maiores com uma pilotagem acessível. Para 2016, toda a família passou por uma reformulação. A versão naked, a 500F, recebeu ajuste na suspensão dianteira, manetes reguláveis, novo sistema de iluminação com LEDs e, o principal, um design novo que lhe conferiu status de uma moto maior.
Pode parecer pouco, mas não é. Afinal, muitos consumidores escolhem a moto pela aparência. E nesse quesito o modelo 2016 dá de goleada na geração anterior. O farol e a lanterna em LED não trouxeram somente mais eficiência ao sistema de iluminação, conferiram também um porte mais sofisticado à naked. Da mesma forma, o tanque com capacidade para 16,7 litros (um litro a mais), as novas aletas, a rabeta facetada e a encorpada ponteira de escapamento dão à impressão de que se trata realmente de uma moto grande, e não apenas um modelo de entrada. O ruim é que essa remodelação veio acompanhada de um aumento de preço: a CB 500F 2016 com freios ABS custa R$ 28.000, 13% mais cara que o modelo anterior (R$ 24.625).

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Docilidade e economia
A parte boa da reformulação é que a Honda manteve a proposta original da CB 500F, o motor bicilíndrico, com 471 cm3 de capacidade, manteve os mesmo 50,4 cv de potência máxima a 8.500 rpm, entregues de uma forma linear, que não assusta aos motociclistas entrantes, mas também não decepciona pilotos mais experientes. Há bom torque em diversas faixas de giro e o câmbio foi o único a receber mudanças para proporcionar engates ainda mais suaves. Vale ressaltar que o ronco do novo escapamento, embora seja tímido, está mais empolgante que no modelo anterior.
Como não houve mudanças mecânicas, o consumo foi o mesmo: em 276 km consumiu apenas 10,35 litros de gasolina, uma média de 26,6 km/litro. Uma boa marca para uma moto de 500 cc e, agora com mais um litro no tanque, a autonomia pode chegar a 400 km.

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Ajuste ao gosto do piloto
A ciclística foi aprimorada. O garfo telescópico dianteiro foi retrabalhado internamente e agora oferece ajuste na pré-carga da mola para atender pilotos mais pesados. O ajuste também está presente no monoamortecedor traseiro. Em uma estrada sinuosa, o amortecimento dianteiro mostrou um funcionamento mais suave e eficiente, mas a balança traseira ainda é macia demais para uma pilotagem esportiva e exige ferramentas para ajustar a pré-carga, infelizmente.
Outra novidade que permite ao piloto ajustar a CB 500F ao seu gosto é o manete de freio, que ganhou regulagem de altura. O conjunto, porém, continua igual: disco de 320 mm com pinça Nissin de dois pistões na dianteira, e disco de 240 mm com pinça simples na traseira. São modulares e freiam com eficácia os 178 kg a seco (2 kg a menos por conta da nova ponteira) da CB 500F. O sistema ABS atua mesmo só em casos de emergência e normalmente nem é notado.

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Desejável, porém cara
A Honda conseguiu remodelar a CB 500F, sem alterar sua proposta de ser uma moto fácil de pilotar e econômica. Ao longo de uma viagem de mais de 300 km, encontrei muitos motociclistas que elogiaram a nova naked média. Alguns chegaram a dizer que o novo desenho despertava a vontade de ter uma dessas na garagem. Isso até saberem o preço da novidade.
A nova Honda CB 500F continua sendo uma moto racional: econômica, fácil de pilotar e divertida. O único problema na remodelação da naked de 500 cc foi mesmo o aumento exagerado no valor do modelo. Com preço sugerido de R$ 28.000, a comportada e agora atraente CB 500F passa a competir com outras motos que têm especificações superiores. Para se ter uma ideia, com esse valor é possível adquirir uma Yamaha MT-07 modelo 2015 sem freios ABS, que tem motor de dois cilindros e 74,8 cv de potência máxima.

Texto: Arthur Caldeira / Agência INFOMOTO
Fotos: Mario Villaescusa / Agência INFOMOTO