Texto: Arthur Caldeira/Agência INFOMOTO
Fotos: Mario Villaescusa/Agência INFOMOTO

 

Lançado em 2010 como uma aposta da Dafra em um segmento até então inexplorado, o Citycom vem evoluindo e conquistando mercado. Em 2015, quando teve seu visual renovado e recebeu o sistema de freios combinados, foram vendidas 2.581 unidades – ficando atrás apenas dos mais populares e urbanos Honda PCX e Lead 110 no segmento de scooters.

 

O modelo 2017 ganhou motor maior e nova nomenclatura, passando a se chamar Citycom S 300i. O “S” indica a maior capacidade cúbica do monocilíndrico – que cresceu de 263,7 cm³ para 278,33 cm³ – e agora produz 27,8 cavalos de potência máxima a 7.750 rpm, quase 5 cv a mais que o anterior (que tinha 23 cv). Não só por isso, mas também pela variação na taxa de câmbio, o preço também subiu: agora custa R$ 18.990 contra os R$ 17.890 da antiga versão.

 

Embora a potência maior sirva para “vender” o novo Citycom “S”, é no torque que se nota a diferença para o propulsor anterior. O torque máximo passou de 2,4 kgf.m a 5.500 rpm para 2,8 kgf.m mas a 6.500 giros. Nas acelerações o scooter Dafra de 300cc mostra nitidamente mais vigor, com mais força em médios regimes. O lado bom disso é que o consumo não aumentou: na cidade rodamos 24,5 km com um litro de gasolina, enquanto na estrada foram 27 km/litro. O tanque manteve a capacidade para 10 litros, o que se reflete em autonomia de pelo menos 240 km.

 

O consumo menor na estrada também pode ser creditado ao torque maior: a 100 km/h o conta-giros marcava 6.000 rpm, com algum fôlego para a faixa de giro de potência máxima e folga para ultrapassagens. A velocidade máxima fica em 150 km/h no velocímetro de leitura analógica.

 

 

Prático

 

No restante, o Citycom S 300i manteve as mesmas características que fazem dele uma boa opção para quem busca um scooter ágil e prático para enfrentar o trânsito urbano e com conforto para viagens curtas nos finais de semana. As rodas de 16 polegadas encaram bem as imperfeições do asfalto na cidade e não prejudicam tanto o espaço sob o banco: é possível até guardar um capacete integral. No quesito praticidade, há ainda um porta-objetos no escudo frontal (com tomada 12V) e um gancho para levar uma sacola.

 

As rodas grandes ainda ajudam na estabilidade em altas velocidades, apesar de o centro de gravidade ser alto, assim como o assento a 800 mm do solo. Na dianteira, o garfo telescópico tem 100 mm de curso e, na traseira, o sistema bichoque oferece 91 mm de curso – ainda sofre um pouco nas ruas esburacadas, mas absorve bem imperfeições menores do piso.

 

O sistema de freios combinados, que a Dafra chama de FH-CBS (Full Hidraulic Combined System) tem acionamento hidráulico e divide a força de frenagem entre as rodas. Ao acionar o manete esquerdo com vontade, responsável pelo freio traseiro, até 30% da força é empregada no disco dianteiro. No caso do Citycom, o sistema FH-CBS evita o acionamento da pinça dianteira em frenagens de baixa intensidade (medida pela força imprimida no manete esquerdo). O sistema mostrou-se suficiente para parar com segurança os 171 kg (peso a seco) do scooter de 300cc.

 

O largo banco, tanto para o piloto como para a garupa, garantem o conforto do Citycom S 300i. Protegido pela boa proteção aerodinâmica do para-brisa é possível rodar na estrada com conforto e, de quebra, evitar uma garoa na cidade sem se molhar.

 

 

Opção mais em conta

 

Desde o seu lançamento, o Dafra Citycom reinou sozinho no mercado de scooters com maior capacidade cúbica e rodas grandes. Entretanto, neste ano, a Honda lançou o SH 300i no mercado brasileiro para abocanhar uma fatia desse segmento. Mas o scooter de origem europeia da fábrica japonesa chegou com o preço elevado de R$ 23.590.

 

A atualização visual feita no ano passado e o motor mais potente e vigoroso dessa nova versão dão novo fôlego para o Citycom S 300i continuar aparecendo como uma boa opção. E com preço sugerido de R$ 18.990, o scooter de 300cc da Dafra tem a vantagem de ser mais em conta que seu concorrente direto e deve manter o sucesso de vendas alcançado até agora.