Texto: Cicero Lima/Agência INFOMOTO
Fotos: Mario Villaescusa/Agência INFOMOTO

 

A nova Honda CG 125 é a motocicleta mais barata da Honda e chegou às concessionárias já na versão 2016 com várias mudanças. Agora chamada de “CG 125i Fan”, a moto ganhou injeção eletrônica, catalisador e painel digital. Apesar das novidades, continua um modelo básico que se destina aos consumidores que buscam uma moto robusta e econômica. Seu preço público sugerido é de R$ 6.790 – o que faz dela a motocicleta mais barata da marca japonesa: Pop 110 e Biz 100 são classificadas como motonetas.

 

O enorme pedal ao lado direito da moto e a ausência do botão de partida já revelam se tratar de uma versão de entrada. Afinal, é com o pedal que o piloto aciona o pequeno motor de 124,7 cc que atinge a potência máxima de 11,8 cv a 8.500 rpm – torque de 1,06 kgf.m a 5.000 giros. Números capazes de levar essa pequena utilitária, que pesa 107 kg (a seco), a pouco mais de 100 km/h de velocidade máxima.

 

Ao contrário dos outros modelos da linha CG que podem ser abastecidos com etanol ou gasolina, a nova CG 125i Fan só usa gasolina. O modelo apresentou baixo consumo e grande autonomia. Em nossas medições atingiu a marca de 56,99 km/litro – no circuito misto cidade/estrada. O tanque, com uma nova tampa basculante que facilita o abastecimento, tem capacidade para 14,6 litros e projeta a incrível autonomia de mais de 800 km.

 

Se por um lado o consumo de combustível é excelente, por outro, o desempenho do 125cc injetado e com catalisador é bastante modesto. A falta de “força” do motor pode ser sentida, principalmente, em subidas mais íngremes e com garupa. É preciso fazer o motor girar e reduzir uma marcha no câmbio de cinco velocidades. É o preço que se paga para atender às leis antipoluição e também para atingir as incríveis médias de consumo em torno dos 50 km/l.

 

 

Ciclística

 

Para conter o ímpeto comedido do pequeno motor o fabricante manteve o antiquado – porém, mais barato – freio a tambor nas duas rodas. Se por um lado o sistema não transmite a mesma confiança que o disco, cumpre seu papel e ainda oferece facilidade de manutenção e baixo custo. A regulagem, por exemplo, é feita por meio de um parafuso, mas exige uma verificação mais frequente. Se for necessário substituir as lonas, o par pode ser encontrado a partir de R$ 17,00.

 

O modelo traz rodas raiadas de 18 polegadas equipadas com pneus Levorin nas medidas pneus 80/100 na traseira e 90/90 na dianteira, que custam a partir de R$ 100. Mas há no mercado de reposição uma infinidade de outros pneus com diferentes preços, qualidades e durabilidades. Para diminuir ainda mais o custo de manutenção desta CG básica, a Honda oferece três anos de garantia e sete trocas de óleo.

 

Seu quadro é do tipo diamante e o sistema de suspensão é tradicional e robusto. Usa bichoque na traseira e garfo na dianteira. Capaz de conviver com os obstáculos urbanos o conjunto oferece um razoável nível de conforto.

 

O novo painel (uma versão mais simples do equipamento presente nas outras CGs), totalmente digital informa o nível de combustível e conta com hodômetros parcial e total. Destaque também para o novo escapamento que ganhou proteção metálica que sugere uma moto mais sofisticada.

 

Prova de que a nova CG 125 não abandonou suas origens está na pedaleira para a garupa, ainda fixada diretamente na balança. Um sistema tão tradicional como a própria moto.

 

Disponível nas cores preta e vermelha, a básica CG 125i Fan tem o preço público sugerido de R$ 6.790 (sem despesa de frete e seguro) ocupa o lugar de versão mais popular da CG. A título de comparação a CG mais sofistica, a 160 Titan, está cotada em R$ 9.755, quase 50% mais cara, porém com freio combinados e disco na dianteira, partida elétrica, além de um motor com melhor desempenho e um visual mais sofisticado.